A importância da automotivação

Suzana Ziareski (*)

Um novo ano letivo se inicia e, com ele, surgem novos desafios, anseios e perspectivas de sucesso na prática educacional. Contudo, vale lembrar que um profissional motivado consegue obter mais qualidade em seu trabalho. Portanto, é importante que estejamos motivados ao ingressar nesse ano que se inicia.

Uma maneira de conseguir isso é com a automotivação, encontrando razão e força necessárias para realização do nosso trabalho, sem a necessidade de influências externas para isso.

Iniciaremos um novo trabalho, pois encontraremos novas turmas, novas coisas a ensinar, novas maneiras de se fazer isso. Nenhum ano é igual ao outro. Podem surgir incertezas, anseios, pois não sabemos como serão essas turmas, quais serão suas expectativas para o aprendizado, ou como faremos para alcançar o resultado esperado, por eles e por nós mesmos. Por isso, a importância da automotivação, da autovalorização e, porque não, do amor próprio.

Temos que ter consciência de que nem tudo depende de nós para que não nos frustremos com aquilo que não podemos mudar. Isso, é claro, não nos redime da responsabilidade de cumprir com nosso dever profissional, com nosso papel de educadores. Pelo contrário, quando nos dedicamos e trabalhamos com afinco, a sensação de dever cumprido nos trará bem-estar, livrando-nos da sensação de fracasso.

O professor motivado se aceita e acredita em sua própria capacidade; com isso, vê-se em seu aluno, aceitando-o e acreditando em seu potencial. Consegue conceber a importância de sua profissão como formadora de caráter. Cultiva em sua prática valores como a honestidade, a tolerância e a integridade.

Quando trabalhamos com tranquilidade, nos autovalorizando, conseguimos transportar alegria, bom humor e respeito ao nosso aluno, pois acreditamos em nossas próprias ideias e nos percebemos merecedores de nossas próprias conquistas. Entramos em classe partindo de nosso autoconceito, autoestima, autoconhecimento e, portanto, do modo como nos vemos e nos sentimos como pessoa e como profissional.

Os alunos nos veem da maneira como nos projetamos: um professor desmotivado, abatido, insatisfeito, que não acredita em si mesmo, não conseguirá inspirá-los, o que aumentará ainda mais esses sentimentos, causando a sensação de fracasso.

Que inspirações esperamos projetar aos nossos alunos? Que valores queremos passar a eles?

Pensemos nesses conceitos, acreditando em nossas próprias capacidades, percebendo-nos merecedores de nossas próprias conquistas e que possamos iniciar um ano novo letivo com entusiasmo e vontade de atuar com responsabilidade, amor e respeito aos outros e a nós mesmos.

(*) Suzana Ziareki é professora do ensino médio.