O professor Eduardo Sabbag (*) dá mais dicas sobre hífen

eduardo-sabbag webAs regras a seguir complementam o uso (ou não) do hífen.


  1. 1) Com o prefixo sub, deve-se utilizar o hífen diante de palavra iniciada em -r. Com todas as outras palavras, não se usa o hífen.

Exemplos: sub-região, sub-raça, sub-rogação, subalimentação, suboficial, subitem, subclasse.

 

  1. 2) Com os prefixos circum e pan, utiliza-se o hífen diante de palavra iniciada em -m, -n, -h e vogal.

Exemplos: circum-navegação, pan-americano.

 

  1. 3) Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição.

Exemplos: girassol, mandachuva, paraquedista, pontapé.

 

  1. 4) Mantém-se o hífen nas locuções consagradas.

Exemplos: água-de-colônia, arco-da-velha, mais-que-perfeito, cor-de-rosa.

 

  1. 5) Com os prefixos vice, ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré e pró, utiliza-se sempre o hífen.

Exemplos: vice-almirante, ex-marido, sem-número, além-mar, aquém-fronteiras, recém-casado, pós-graduação, pré-histórico.

 

  1. 6) Deve-se usar o hífen com sufixos de origem tupi-guarani.

Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu.

 

  1. 7) Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.

Exemplos: ponte Rio-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto, eixo Rio-São Paulo.

 

  1. 8) Com o prefixo -co, não se utiliza o hífen.

Exemplos: coautor, codevedor, coproprietário, copiloto.

 

(*) Eduardo Sabbag é advogado e leciona Língua Portuguesa e Direito Tributário em cursos preparatórios para concursos. Autor do Manual de Direito Tributário, 3ª edição, pela Editora Saraiva; Elementos de Direito Tributário, 12ª edição, pela Editora RT; Redação Forense e Elementos da Gramática, 5ª edição, pela Editora RT; e diversas outras obras.