Grupo G.I. Joe rouba a cena no Festival de Cultura Brasil-Japão

tosa02095Além de eventos culturais e folclóricos do Brasil e do Japão, no I Festival Tosa Matsuri, que aconteceu no Parque da Água Branca, em São Paulo, nos dias 18 e 19 de agosto, estiveram presentes heróis da garotada: os famosos cosplays, pessoas vestidas de personagens de animes e seriados japoneses.

Dentre os diversos grupos, um deles chamou atenção, não só dos pequenos, mas das “crianças” da geração de mais de 30 anos: o Yo Joe Airsoft, que faz alusão ao antigo desenho animado G.I. Joes, que fez sucesso na década de 80, tendo também originado uma imensa coleção de Action Figures.

O Professornews entrevistou três integrantes: os idealizadores Paco Sande (oficial Flint-Muralha), sua esposa Cris Ribeiro (Baronesa Anastasia Cisarovna), que fazem questão de serem tratados pelo seu codinome, e o jovem Caio Cézar, de 16 anos.

Professornews: Como surgiu a ideia de montar o grupo?

Flint: Nostalgia. Todos nós tivemos uma infância feliz nos anos 80; por isso, reuni alguns amigos do grupo de Airsoft (jogo com armas que atiram bolinhas de borracha ou cápsulas de tinta) e passamos a participar de eventos e apresentações. O desenho deixou saudades em quem assistiu. Eu mesmo produzi meu uniforme baseado no Flint, fui a um evento de cosplay e acabei sendo a sensação da festa. Depois, outras pessoas quiseram participar do grupo.

Professornews: Esse uniforme de couro da Baronesa não é incômodo para uma temperatura como a nossa?

Baronesa: Nem tanto, a satisfação de fazer a personagem é ótima. E olha que esse nem é meu uniforme de Airsoft, é apenas para apresentação. A roupa de jogo é mais pesada e uso outras armas; aqui, só uso as duas pistolas porque a Baronesa só usa essas duas mesmo.

Professornews: Vocês já passaram por algum tipo de inconveniência por conta das armas que parecem de verdade?

Flint: Não, porque temos autorização do Exército para usá-las, pois isso é preciso, já que se assemelham às de verdade. Mas elas não ferem e não oferecem perigo. Antes de entrarmos nos locais de evento, faço questão de mostrar à segurança particular ou militar, nossa autorização e documentos das armas. A minha única preocupação é ciúme de marido mesmo (entre risos), pois o público se sente mais solto em eventos, principalmente, se há bebida alcoólica, e querem passar a mão nela (na esposa). E eu fico por perto para não deixar.

Professornews: Você, que só tem 16 anos, não viu o desenho animado. O que o incentivou a ser um G.I. Joe?

Caio Cézar: Realmente, não vi, mas fui incentivado pelos amigos, depois que comecei a jogar Airsoft. O pessoal dessa época me passa alguns episódios por DVD e também vejo na internet. Algumas pessoas pensam que, só porque jogamos com armas de brinquedo, somos violentos e não é nada disso. Isso é só um jogo, uma brincadeira e não passa disso. Para mim, a proibição da criança ter uma arma de brinquedo é besteira, pois isso é natural e faz parte da infância. Eu acho que, se uma criança é violenta de alguma forma, a culpa é dos pais que não souberam educá-la.

Professornews: Para a pessoa que quiser fazer parte do grupo, quanto terá que desembolsar para praticar o jogo?

Flint: Olha, meu uniforme completo e as armas custaram um pouco mais de R$ 5 mil. Mas para jogar, basta apenas a arma e a máscara. Os demais acessórios dependem da preferência do jogador. Certa vez, fomos a um evento e estávamos tão bem aparelhados que um grupo de policiais militares prestou continência para nós, pois pensaram que éramos do Exército (risos).

Fotos e texto: Alexandre César