Ajuda na concentração, gestão da energia individual e harmonia do corpo e da mente

kyudo2A palavra Kyudo (pronuncia-se kyūdō) origina-se das palavras japonesas yumi e miti, que, ao serem aglutinadas, podem ser lidas como kyū e dō, respectivamente. Significa caminho do arco.

A origem dessa arte marcial é japonesa, mas hoje, o Kyudo é praticado no mundo todo por milhares de pessoas - homens, mulheres e crianças - que buscam a harmonia pessoal e espiritual. Os princípios do Kyudo têm forte influência da tradição Zen-Budista.

Existem grupos de prática do Kyudo em várias partes do Brasil, como em Brasília, Rio de Janeiro e Fortaleza, e agora, também em São Paulo.

kyudo3Segundo o Brasil Kyudo Kai (http://www.kyudo.com.br/about-kyudo): "Uma tradução possível para Kyudo é 'caminho do arco'. Esse tipo de tradução, que, a princípio, soa estranho para alguém que veja o arco e flecha como um esporte ou mesmo como uma arte marcial, nasce do fato de a tradição Zen-Budista, que tanto influenciou o kyūdō e outras tradições orientais, encarar esta arte não como um fim em si, mas como um caminho para algo maior, para a obtenção de harmonia pessoal e espiritual.".

O Professornews foi conferir in loco a prática dessa arte marcial, iniciada pelo grupo de São Paulo, no último 23 de setembro, sob a responsabilidade de Luciano Nishikawa e patrocinada pelo Departamento de Jovens de Kochi Kenjinkai (associação cultural localizada no bairro de Pinheiros).

kyudo6O grupo de São Paulo é orientado pelo senpai Philippe Dequincey, francês, que praticou Kyudo no Japão e obteve, posteriormente, o segundo dan (grau) na Europa (senpai significa pessoa mais experiente).

Segundo as explicações do senpai Philippe, o Kyudo é mais arte do que esporte, pois são seguidos os ensinamentos dos diversos mestres, consolidados em normas aprovadas pela Federação Internacional de Kyudo, respeitando cerimoniosamente os passos para a prática dessa arte marcial. Mas é uma arte que alia o exercício físico à beleza estética de uma dança e leva o praticante a uma reflexão filosófica ou meditativa.

Veja a seguir depoimentos de alguns praticantes (foto: da esquerda para direita, na ordem da entrevista).

Philippe Dequincey, diretor industrial. "A prática do kyudo ajuda na concentração, gestão da energia individual e harmonia do corpo e da mente, o que é necessário para enfrentar a semana estressante no trabalho".

kyudo1Artur Theóphilo, estudante. "Eu estudo o Grego, mas já estudei também o Japonês. Me interessei pelo Kyudo para conhecer um pouco mais a arte e a cultura japonesa".

Eliana Harumi Oda, designer. "Eu praticava kendô, mas estava há algum tempo sem praticar esporte. Surgiu a oportunidade de praticar o Kyudo, e acho que a prática constante dessa arte marcial vai me ajudar muito em nível pessoal e profissional.

Lenny Spessotto, psicóloga e educadora ambiental. "Já pratiquei tai chi chuan e sei que as artes marciais orientais contribuem para o autoconhecimento e integração do indivíduo. Estava procurando uma atividade que ajudasse na melhoria da concentração e que, ao mesmo tempo, exercitasse o corpo. O Kyudo veio satisfazer essa minha necessidade".

Ivan Cavalheiro. "Já pratiquei karatê. No Kyudo, enxergo a beleza da arte e a prática de exercício físico com meditação".

Luciano Nishikawa, analista de sistemas. "Eu já pratiquei kendô e iaidô e queria voltar a praticar algum esporte. Surgiu a oportunidade de formar um grupo de Kyudo em São Paulo e, então, realizamos um workshop com cerca de 20 participantes no último 5 de agosto, com orientação do pessoal do Kyudo-kai do Rio de Janeiro. E, com o apoio da diretoria de Kochi-Kenjinkai, estamos iniciando os nossos treinamentos".

E você, quando vai começar? É só entrar em contato com o Luciano Nishikawa pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou acessar a página do Facebook “Kyudo Kai São Paulo”, para buscar novidades.

Fotos: M. Hoji