Alguns procedimentos podem evitar dores de cabeça

Cheques ainda são um meio de pagamento bastante utilizado, principalmente, para parcelar compras e dar garantias de pagamento. Entretanto, os valores dos cheques podem ser adulterados (sempre para mais, é claro) por estelionatários.

Orientações para evitar fraudes

- procure emitir o cheque somente a favor de pessoas ou estabelecimentos conhecidos;

- preencha o nome do favorecido;

- cruze o cheque, pois assim poderá somente ser depositado, o que implica a identificação do depositante;

- use sempre sua própria caneta para preencher o cheque, de preferência, as esferográficas;

- para preencher o valor que começa com mil reais, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) orienta: "Hum mil é sempre melhor do que Mil. Se o valor do cheque for de R$ 1.000 a R$ 1.999, comece o valor por extenso com Hum mil. Isso dificulta a adulteração do documento."

A Febraban orienta grafar o valor de hum mil reais, porém, não existe o valor de hum mil ou um mil na Língua Portuguesa, muito menos o número hum (hum é interjeiçao que exprime dúvida, desconfiança). 

O correto seria grafar mil reais. Mas, para dificultar a fraude sem atropelar muito a Língua Portuguesa, o valor de R$ 1.000 poderia ser grafado um mil reais, sem deixar espaço para que um vire onze, doze ou outro número qualquer (pelo menos, o número "um" existe, enquanto o número "hum" não existe).

Também para evitar adulteração de valor, ao preencher um cheque ou outro documento, pode-se grafar o valor entre parênteses ou precedido de sinal =, como segue: (mil reais) ou =mil reais, tomando o cuidado de não deixar espaço antes de mil.


Fontes: (1) HOJI, Masakazu. Administração Financeira e Orçamentária. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2014. (2) Federação Brasileira de Bancos.