Ouro do Brasil foi utilizado na decoração da biblioteca

Masakazu Hoji (*)univ-coimbra 2012032503

A Universidade de Coimbra, em Portugal, recebe muitos estudantes brasileiros. É a universidade mais antiga de Portugal e, também, uma das mais antigas da Europa e do mundo. Só para ter uma ideia de sua antiguidade, ela já existia muito antes do descobrimento do Brasil, pois foi criada no século XIII, no dia 1º de março de 1290, para ser mais exato.

Nessa históuniv-coimbra 2012032506rica data, o diploma de rei D. Dinis anuncia a constituição do "Estudo Geral". Nela, funcionavam todas as faculdades "lícitas" da época: Cânones, Leis, Medicina e Artes. A Faculdade de Teologia foi criada somente por volta de 1380. Do fundo do pátio da universidade (primeira foto), pode-se admirar parte da cidade de Coimbra (segunda foto).

Não é difícil encontrar entre os professores brasileiros alguém que fez mestrado ou doutorado na Universidade de Coimbra. A facilidade do idioma e sua importância de estar em um país da Zona do Euro atraem muitos estudantes internacionais, principalmente os dos países lusófonos. Para saber mais, acesse o site da Universidade de Coimbra.

A universidade conta hoje com cerca de 20.000 estudantes e seus campus estão distribuídos nas imediações do local original. Existem áreas mais novas e áreas antigas. Numa das áreas antigas, funciona a Faculdade de Direito e, em suas dependências, encontra-se uma antiga biblioteca.

univ-coimbra 2012032500A Biblioteca Joanina, situada nas dependências da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, impressiona não só pela sua antiguidade e estilo rococó, mas pela "riqueza" de suas decorações. Neste caso, a palavra "riqueza" deve ser entendida ao pé da letra, pois segundo as explicações do guia turístico, ouro trazido do Brasil na época da construção decoram os detalhes da biblioteca (confira nas duas últimas fotos).

univ-coimbra 2012032501A construção da biblioteca ocorreu entre 1716 e 1724 por ordem do rei D. João V. O prédio tem três andares e abriga mais de 300.000 volumes. Fazem parte do acervo obras antigas e originais, raras, do período que vai do século XVI até o final do século XVIII, e podem ser consultados por estudiosos e pesquisadores (fonte: folheto explicativo do museu).

Vale a pena uma visita. Mais informações neste link.


Fotos: M. Hoji

(*) Masakazu Hoji é diretor do Portal Professornews