Maria Helena Magalhães Sarmento Afonso (*)

machu picchu CarlosSato.222Existem vários lugares no mundo que são considerados místicos e cheios de mistérios. Machu Picchu é um deles. Descoberta em 24 de julho de 1911 pelo norte-americano Hiram Bingham, Machu Picchu foi considerada, pela sua magnificência e construção harmoniosa, um dos monumentos arquitetônicos e arqueológicos mais importantes do planeta.

Em quéchua, Machu Picchu é “velha montanha”, também chamada “cidade perdida dos Incas”. É uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2.400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba.

machu picchu CarlosSato.210Construída no século XV sob as ordens de Pachacuti, um rei inca, ela é formada por um conjunto de construções de pedras em ruínas. São casas, templos, aquedutos, praças e degraus – terraços em que os incas praticavam agricultura – que mostra o grau de desenvolvimento de conhecimentos urbano, arquitetônico e tecnológico da civilização inca. O sofisticado trabalho em pedra e o caráter religioso das estruturas do local sugerem que ele era utilizado para rituais, mas não há nenhuma evidência disso.

Cidade Sagrada rodeada de mistério, porque até agora os arqueólogos não puderam decifrar a história e a função dessa cidade pedregosa de quase um quilômetro de extensão, construída pelos incas em uma área geográfica mágica onde o andino e o amazônico convergem. Talvez o mistério nunca seja completamente revelado e, até agora, só há hipóteses e conjecturas.

machu picchu CarlosSato.237A perfeição surpreendente e a beleza das paredes de Machu Picchu construídas por meio da união de pedra sobre pedra, sem cimento entre elas, fizeram surgir mitos na construção delas.

Há várias teses que tentam explicar a razão pela qual Machu Picchu foi construída no local onde está, mas uma das mais aceitas diz que a cidade tinha uma função sagrada, pois ali ficariam cidadãos escolhidos pelo rei inca.

Aliás, Inca é o título dos soberanos ou príncipes do Peru, cuja dinastia foi destruída pelos espanhóis (o nome do seu povo é “quéchua”). Em Machu Picchu, eles estudavam a astronomia e o calendário, e realizavam, também, cerimônias sagradas. Para o povo quéchua, naquela época, as montanhas eram sagradas, já que eram as partes da terra mais próximas do céu, onde estava o plano superior.

Em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo e é considerada Patrimônio Mundial da Unesco.

Existem pessoas que dizem que vai a Machu Picchu uma única vez para conhecê-la, e pronto. Que engano! Cada vez que se vai lá, é possível observá-la de um ângulo diferente e interessante. Nunca se vê Machu Picchu da mesma maneira. Magia? Quem sabe? O que será que os antigos deuses incas querem nos mostrar?

Por falar neles, vejam a seguir os mais conhecidos e cultuados:

- Inti: deus supremo da religião inca;

- Viracocha: mestre do mundo;

- Mama Quilla: esposa do deus Inti e mãe Lua;

- Pacha Mama: também conhecida como a Mãe Terra, era encarregada de propiciar fertilidade à agricultura;

- Pachacámac: deus dos terremotos;

- Mama Sara: deusa Mãe do Milho, principal alimento dos quéchuas;

- Wacon: deus maligno e cruel; era o responsável pela seca na costa do Peru;

- Supay: deus que habitava as profundezas da Terra e o mundo subterrâneo dos mortos;

- Mama Cocha: deusa Mãe do Mar; representava tudo o que era feminino.

 

Mas o maior mistério de Machu Picchu refere-se à transformação das pessoas que estiveram lá. Quantas não encontraram um novo significado nas suas vidas ao deixarem-se levar por aquela energia especial?

Ao redor dos 40 anos, Shirley Maclaine estava à procura de si mesma, em busca de uma ligação entre matéria e espírito, pois sentia que faltava em sua vida um sentido, uma direção, um objetivo. Sua jornada espiritual foi longa, porém, reveladora e espantosa em todos os momentos. Lá e em outros locais em que esteve, ela entrou em contato com dimensões de tempo e espaço que, até então, para ela, pertenciam à ficção científica ou mesmo ao oculto.

Leia o texto completo no link da Professora Maria Helena.

Fotos: Carlos Sato

 

(*) Maria Helena Magalhães Sarmento Afonso é mestre em Comunicação, com pós-graduação em Sucesso Empresarial e Marketing Internacional e cursos de extensão em Marketing e Comércio Exterior na FGV. Coach certificada pela Integrated Coaching Institute. Diversos cursos no exterior sobre temas internacionais e interculturais. Palestrante internacional, professora de pós-graduação da Universidade Mackenzie e diretora da DBI Foreign Trade.